Estivemos no Iberman com 7 atletas

15 de Outubro de 2016 - Iberman - distância ironman


São 8 da manhã, o sol ainda não se deslumbra no horizonte, o céu está limpo, mas o frio paira no ar. O local é a praia de Isla Canela, perto de Ayamonte, bem junto da fronteira com Portugal.

São cerca de 250, os atletas que se apresentam junto à linha da água, nota-se algum nervosismo no ar. Os fatos de neoprene à muito que estão vestidos. Aproveitam-se os últimos minutos para testar a temperatura a que está a água, quase 24º, bem melhor do que os 14 que estão cá fora. Delineam-se as últimas estratégias. A grande aventura está prestes a começar.

Para 7 atletas do Triatlo AASM, a aventura começou bem antes, começou alguns meses atrás. Se na comitiva alguns atletas já possuem bastante experiência e algumas provas da distância Ironman realizadas, para 4 esta seria a sua estreia.


Foram muitos meses de treinos, muitos treinos, treinos longos, treinos intensos, treinos feitos em grupo e muitos treinos solitários. Houve alturas em que foi difícil sair para treinar, noutras a vontade era tal que provocava alguma ansiedade. Foram treinos à chuva, treino sob o sol deverão,com temperaturas elevadas, treinos em que o corpo pedia para parar, onde os músculos já não aguentavam mais. Foram muitas horas a contar os azulejos da piscina, numa rotina que só era quebrada com as idas ao rio e ao mar. 

Foram muitas horas de treino, que no final se estavam a resumir naquele momento à beira do mar calmo de Isla Canela.

Com os primeiros raios de sol a aparecer no horizonte foi dada a partida, nesta altura a adrenalina substituiu todas as ansiedades. Os atletas teriam de fazer duas voltas de 1900 metros, entre duas bóias que se encontravam lá longe quase na linha do horizonte.


Quando os atletas saíram da água e iniciaram o ciclismo, o frio ainda se fazia sentir. De Isla Canela, os atletas seguiram para Ayamonte e daí esperava-os cerca de 60 km, em direcção a norte num percurso sem grandes dificuldades. Nesta altura o percurso virou para este, em direcção a Portugal, foi a única altura em que tiveram ajuda do vento. O terreno começou a ser mais incidentado e a entrada em Portugal, não podia ser pior, uma rampa com cerca de 500m com muita inclinação.

Da fronteira até Mértola, o vento continuou pelas costas, mas o terreno continuou acidentado. Os atletas começaram a passar por Mértola perto do meio dia, altura em que por causa do aumento da temperatura, o vento muda e passa a ter a direcção de sul para norte, contrariando a direcção que os atletas teriam de seguir. 

Até Vila Real de Santo António, o percurso, apesar das paisagens lindíssimas, manteve-se acidentado, sendo um teste muito duro para as pernas que ainda tinham uma maratona para fazer.

Os primeiros 14km da maratona são feitos entre Vila Real de Santo António e Ayamonte, com direito a atravessar a ponte internacional do Guadiana a correr, ponte que normalmente é exclusiva de Automóveis.


O resto maratona foi feito em 4 voltas a um circuito de 7km, no centro de Ayamonte. Se no inicio da corrida a temperatura ainda era um bocado elevada para se correr, com o sol a por-se e a noite a começar de se instalar as temperaturas baixaram para níveis bem mais confortáveis.

Da equipa de Triatlo AASM, o principal destaque vai para o Valter Nogueira, que não obstante de ser a sua estreia, fez uma prova exemplar. O Rui Pena também fez uma prova fantástica. Os restantes foram depois chegando, tendo os 4 estreantes conseguido completar a prova dentro das expectativas que levavam.

O Faber Martins e o Paulo Neves, acabaram por abandonar no segmento de corrida. Uma prova nesta distância é sempre muito exigente e dura, e a preparação menos cuidada que fizeram acabou por deixar as suas marcas.


No final, a sensações entre todos os atletas da equipa eram boas, havendo uma grande vontade de voltar a repetir esta aventura. Quem sabe já em 2017.

Classificação:
41º (12º AG 35-39) - Valter Nogueira - 11:38:41
46º (8º AG 40-44) - Rui Pena - 11:48:32
57º (11º AG 40-44) - Paulo Costa - 11:58:47
96º (23º AG 40-44) - David Ferreira - 12:39:44
118º (27º AG 40-44) - Hugo Brito - 13:15:15
DNS - Faber Martins
DNS - Paulo Neves

Parabéns pelo esforço.

0 comentários: